Eduardo Campos alfineta Dilma e comenta pesquisa: “Subir é melhor que cair”
O levantamento apontou que o gestor
aparece em quarto lugar dentre os principais pré-candidatos, com 7,4%
dos votos. Na liderança está a presidente Dilma Rousseff (PT), que
tentará a reeleição, com 33,4% do eleitorado. Na segunda posição figura a
ex-ministra de Meio Ambiente Marina Silva, da Rede Sustentabilidade –
lançada, mas não criada até o momento -, com 20,5%. Já na terceira
colocação está o senador Aécio Neves (PSDB-MG), assegurando 15,2% das
intenções de votos. Apesar de permanecer à frente das pesquisas, a
popularidade do governo da presidente Dilma caiu de 54,2% para 31,3%.
Segundo o governador, as manifestações
populares das últimas semanas apontam que a presidente Dilma ainda não
fez o suficiente e quem não conseguir compreender a necessidade de
mudanças será “substituído”. “Aqueles que estão na política e não
compreenderem isso, ou que não derem, de forma adequada, respostas para a
nova agenda vão ser substituídos pelo voto direto por aqueles que
tenham capacidade de responder à nova agenda”, afirmou o governador,
segundo a Folha de São Paulo. “Seria injusto dizer que o governo não se
mexeu diante das dificuldades. Agora, ainda não o suficiente. Tem muitas
coisas que vão precisar ser desdobradas”, complementou Campos.
O mesmo posicionamento do governador é
defendido pelo líder do PSB na Câmara, deputado Beto Albuquerque
(PSB-RS). Em entrevista ao Pernambuco 247, o parlamentar disse que o PSB
não está preocupado com a pesquisa, que aponta Dilma na liderança e
Campos na quarta posição. “Estamos preocupados com a degeneração da
economia e os riscos para o país, os risco para o emprego. É preciso
atitude e decisão do governo para evitar esse mal maior. O João Santana
(marqueteiro) é quem está preocupado com os números da presidente. Nós
estamos preocupados é com os números de economia”, declarou.
Fazendo alusão à polêmica que tem
causado a implantação do Programa Mais Médicos, cujo objetivo é
contratar médicos estrangeiros para atuarem nas cidades do interior,
Albuquerque declarou, ainda, que “talvez seja hora de mudar o médico da
economia que está tratando o paciente (o Brasil)”, em uma clara
referência ao desejo de mudanças na equipe econômica do governo Dilma.
Com PE247
Fonte:Portalmidia.net