O paraibano Vital do Rêgo Filho, indicação do PMDB para assumir o Ministério da Integração Nacional, teve a ascensão barrada, pelo menos por enquanto, até o Governo Dilma Rousseff resolver o impasse criado pelo governador Cid Gomes, que rompeu politicamente com Eduardo Campos (PSB) para se manter na base do Governo petista.
O governador Cid Gomes havia pedido a presidente Dilma o Ministério da Integração para o senador Eunício Oliveira, também do PMDB, e seu aliado no Ceará.
Eunício, no entanto, disse a Dilma hoje que não deseja ocupar o Ministério porque vai disputar o Governo do Ceará em 2014. Ele endossa a indicação de Vital do Rêgo.
Michel Temer e Henrique Eduardo Alves disseram que se Vital não assumir, o PMDB entrega os outros ministérios.
Diante do impasse, Dilma nomeou para o cargo, interinamente, o engenheiro Francisco Teixeira, secretário de Infraestrutura Hídrica do Ministério da Integração Nacional. Com a indicação interina, Dilma deve ganhar tempo para solucionar o problema.
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Sai ministro, mas fica amigo, diz Dilma sobre Bezerra; secretário assume pasta
A presidente Dilma Rousseff publicou nota oficial nesta terça-feira (1º) em que aceita a demissão do ministro da Integração Nacional, Fernando Bezerra, que deixou o cargo após deliberação de seu partido, o PSB, e o chama de "amigo". "Saiu o ministro, mas ficou o amigo", disse a presidente.
Bezerra seguia na pasta a pedido de Dilma, apesar da determinação do PSB. O PMDB indicou o senador Vital do Rêgo (PMDB-PB) para substitui-lo, mas, na nota, Dilma diz que quem deve assumir a pasta por enquanto é o engenheiro Francisco Teixeira, secretário de Infraestrutura Hídrica do Ministério da Integração Nacional.
Pernambuco é o Estado de origem de Bezerra e é governado pelo presidente nacional do seu partido, Eduardo Campos, cotado para ser candidato à Presidência em 2014. O ministro havia assumido a pasta em 2011, após deixar a Secretaria de Desenvolvimento Econômico de Pernambuco.
Fernando Bezerra foi secretário de Desenvolvimento Econômico de Pernambuco no primeiro mandato de Eduardo Campos. Ele entregou o cargo no dia 19, mas a presidente pediu que ele permanecesse mais alguns dias na pasta.
A entrega do cargo ocorreu após decisão da executiva nacional do PSB de desembarcar do governo federal, no último dia 18.
Campos deve ser aclamado, no próximo ano, como candidato a presidente. Pesquisa Ibope divulgada na última quinta-feira (26) mostra o governador pernambucano com 4% das intenções de voto.
O ministro da Integração Nacional, Fernando Bezerra, deixou o cargo nesta terça-feira (1º) por deliberação de seu partido, o PSB, que "desembarcou" do governo federal devido à provável candidatura de Eduardo Campos, presidente do partido, à Presidência em 2014 Leia mais Arte/UOL
Leia a íntegra da nota:
O ministro da Integração Nacional, Fernando Bezerra Coelho, está deixando o cargo depois de prestar relevante contribuição ao governo e ao país.
Nos dois anos e nove meses em que esteve à frente da pasta, Fernando Bezerra fez um trabalho extraordinário. O orçamento total do ministério dobrou na sua gestão. Obras fundamentais para a garantia hídrica do semiárido ganharam forte impulso com Fernando Bezerra à frente do ministério, em especial a Transposição do São Francisco.
A presidenta Dilma Rousseff agradeceu a dedicação de Fernando Bezerra em todas as missões que lhe foram confiadas. "Saiu o ministro, mas ficou o amigo", disse a presidenta.
Assumirá interinamente a pasta o engenheiro Francisco Teixeira, secretário de Infraestrutura Hídrica do Ministério da Integração Nacional.
Márcia Dias com UOL
PB Agora
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