Protestos na Esplanada: Aquém do esperado
Enquanto o público que assistiu ao desfile caminhava em direção à rodoviária, manifestantes seguiam em direção ao Congresso Nacional proclamando palavras de ordem e contra a corrupção.
Faixas pintadas reivindicavam punição aos políticos do mensalão. Fantasiados, alguns manifestantes se colocavam como personagens vítimas da corrupção: “Hospital Nacional Mané Garrincha”, dizia o cartaz de um deles que se caracterizava como paciente de hospital. Juntamente com o cartaz gritava: “Hospital Nacional Mané Garrincha, o único que não falta nada. Tem ambulância, médicos, medicamentos. Aqui você será bem atendido”, zombava.
Em frente do Museu da República, manifestantes e Polícia Militar se estranharam. Pretendendo seguir a frente, os manifestantes foram parados por uma barreira da tropa militar. Inconformados, em um único coro, entoavam o direito de ir e vir reservado pela Constituição do país. Foram aproximadamente 20 minutos de tensão até que o comando da PM mandou que se abrisse o isolamento, dando passagem aos manifestantes.
A manifestação seguiu para o Congresso Nacional sem tumulto e após o meio-dia o movimento foi se dispersando. Um pequeno grupo permaneceu em frente ao Congresso.
Apesar de alguns incidentes, entre eles o do uso de gás de efeito moral aplicado em um grupo de manifestantes mais exaltados, a polícia considera que o movimento não trouxe maiores transtornos neste dia.
No início da tarde, a manifestação seguiu para as imediações região do Estádio Mané Garrincha, onde se enfrentaram, em um amistoso, as Seleções Brasileira e Australiana. Até o fechamento desta matéria não foi registrada nenhuma ocorrência nem dentro nem fora do Estádio.
Clique aqui e veja as fotos da manifestação na Esplanada até o meio-dia.
| Gazeta de Taguatinga |
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