Carmem contou ao G1 que Marilúcia estava em casa com parentes e amigos quando a residência foi invadida por três ladrões, por volta das 21h de terça-feira (28). De acordo com a amiga da ex-miss, os ladrões renderam as 14 pessoas que estavam na casa de Marilúcia e começaram um arrastão. A ex-miss passou mal quando os ladrões ameaçaram dois netos dela, um deles de oito meses de idade.
“Ela desmaiou e os ladrões acharam que ela estava fingindo. Ela só foi socorrida às 2h da manhã”, afirmou Carmen. Segundo a amiga, Marilúcia foi encaminhada ao hospital na madrugada de quarta-feira (29), e teve morte cerebral detectada na tarde de sexta-feira (31). Ela disse que os aparelhos que a mantinham viva foram desligados na manhã deste sábado. "A vida dela foi dedicada à família. Ela foi boa mãe, boa avó, boa mulher", afirmou a amiga que disse que a família está muito abalada e a cidade de Araguari "está de luto".
A ex-miss morava em Brasília desde meados da década de 1970, para onde se mudou com o marido, que é engenheiro. Marilúcia teve três filhos e sete netos. Ela estava casada havia 38 anos e tinha seis irmãos.
O G1 tentou contato com uma irmã de Marilúcia, que está em Brasília para o velório e enterro, mas ela não atendeu aos telefonemas. O enterro, de acordo com Carmem, está marcado para as 11h30 deste domingo em Brasília. A Polícia Militar não conseguiu encontrar registro da ocorrência e, segundo a Secretaria de Saúde do governo do DF, Marilúcia não foi encaminhada para a rede pública de saúde.
Violência
O assalto à casa da ex-miss foi mais um dos casos de violência registrados no Distrito Federal nas últimas semanas. A capital federal enfrenta uma onda de crimes, motivada em parte pela operação tartaruga da Polícia Militar.
Nesta sexta-feira, a Justiça do DF considerou o movimento dos policiais ilegal e ordenou o fim da operação tartaruga, sob pena de multa diária de R$ 100 mil às associações de policiais que estão à frente do protesto.
Os PMs e bombeiros de Brasília reivindicam aumento salarial e reestruturação da carreira. O governo do DF já anunciou que não vai dar reajuste à categoria. Nesta sexta, o governador Agnelo Queiroz convocou uma reunião com a cúpula da segurança pública. Ficou acertado que mais policiais estariam em serviço nas ruas.
O comandante da Polícia Militar, Anderson Moura, afirmou que os líderes da operação tartaruga seriam punidos – cinco já teriam sido identificados, segundo ele. A punição pode ir de advertência até demissão.
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