O Papa Francisco anunciou neste
domingo, 12 de janeiro, a criação de 16 novos cardeais, entre os quais o
único brasileiro foi o arcebispo do Rio, Dom Orani João Tempesta. A
lista inclui responsáveis da Cúria Romana e várias dioceses. Dom
Lorenzo Baldisseri, que foi Núncio Apostólico no Brasil, também foi
nomeado.
>>> Quem é Dom Orani João Tempesta?
>>> Currículo de Dom Orani João Tempesta
>>> Quem é Dom Orani João Tempesta?
>>> Currículo de Dom Orani João Tempesta
Os cardeais têm a tarefa de ajudar o sucessor de Pedro no desenvolvimento do seu ministério de confirmar os irmãos na fé e de ser princípio e fundamento da unidade e da comunhão da Igreja.
O
anúncio foi feito no final da oração do Ângelus, realizada na Basílica
de São Pedro, no Vaticano. Conforme anunciado no dia 31 de outubro de
2013, o Consistório de criação dos novos cardeais será no dia 22 de
fevereiro, na festa da Cátedra de São Pedro.
O
Consistório será realizado em meio a várias reuniões importantes, já
determinada pelo Papa Francisco: a do Colégio Cardinalício, nos dias 17 e
18 de fevereiro; a terceira reunião do Conselho de Cardeais (dos oito
cardeais); a reunião do Conselho do Sínodo, nos dias 24 e 25; e Conselho
dos Cardeais para os assuntos econômicos e organizativos da Santa Sé
(Conselho dos 15).
O
último consistório público, convocado pelo Papa Bento XVI, para a
criação de seis novos cardeais, foi realizado no dia 24 de novembro de
2012. Até então, o Brasil já teve 20 cardeais. O primeiro, também da
America Latina, criado em 1905, foi o arcebispo do Rio de Janeiro, Dom
Joaquim Arcoverde de Albuquerque Cavalcanti (1850 - 1930).
Colégio Cardinalício
O
Colégio de Cardeais, cuja origem está ligada ao clero antigo da Igreja
Romana, tem a função de eleger o sucessor de Pedro e aconselhá-lo em
questões de maior importância. Seja nos escritórios da Cúria Romana ou
em seus ministérios nas Igrejas locais em todo o mundo, os cardeais são
chamados a partilhar de modo especial na solicitude do Papa para com a
Igreja universal, promovendo a santidade, a comunhão e paz da Igreja A
cor viva de suas vestes tem sido tradicionalmente vista como um sinal de
seu compromisso de defender o rebanho de Cristo até o derramamento de
seu sangue.
(cf. Discurso de Bento XVI, na audiência com os novos cardeais, familiares e fiéis, em 26 de novembro de 2012)
Rito do Consistório
Após a
proclamação das leituras e da alocução, o Santo Padre vai ler a fórmula
de criação e proclamará solenemente os nomes dos novos cardeais, para
os unir com “um vínculo mais estreito à Sé de Pedro”.
Depois terá lugar a profissão de fé e o
juramento dos novos cardeais, de fidelidade e obediência ao Papa e seus
sucessores, “agora e para sempre”. A profissão de fé, que faz parte do
Símbolo niceno-constantinopolitano, é a síntese da fé da Igreja que cada
um recebe no momento do Batismo.
O Papa oferece ainda um anel aos novos
cardeais para que se “reforce o amor pela Igreja”, seguindo-se a
atribuição a cada cardeal uma igreja de Roma (título ou diaconia) – que
simboliza a “participação na solicitude pastoral do Papa” na cidade -,
bem como a entrega da bula de criação cardinalícia, momento selado por
um abraço de paz.
Cátedra de São Pedro
A
cátedra é a poltrona reservada ao bispo, da qual é derivado o nome
catedral, a igreja na qual o bispo preside a liturgia e ensina o povo.
A Cátedra de São Pedro, representada no
fundo da Basílica Vaticana por uma monumental escultura de Bernini, é
símbolo da especial missão de Pedro e dos seus sucessores de pastorear o
rebanho de Cristo conduzindo-o unido na fé e na caridade.
Desde o inicio do segundo século, Santo
Inácio de Antioquia atribuía à Igreja de Roma um singular primado,
saudando-a, na sua carta aos romanos, como aquela que "preside a
caridade".
Tal especial papel de serviço atribuído à
Igreja Romana e ao seu bispo provém do fato que nesta cidade foi
derramado o sangue dos apóstolos Pedro e Paulo, além de numerosos
mártires. Assim, o testemunho do sangue e da caridade.
A Cátedra de Pedro, portanto, é sinal de autoridade, mas daquela de Cristo, baseada sobre a fé e sobre o amor.
(cf. Bento XVI, Oração do Ângelus, na Praça de São Pedro, Vaticano, em 19/02/2012)
Curiosidades
O título de cardeal foi reconhecido pela primeira vez durante o pontificado de Silvestre I (314-335).
A princípio, o título era atribuído
genericamente a pessoas a serviço de uma igreja ou diaconia,
reservando-o mais tarde aos responsáveis das Igrejas titulares de Roma e
das igrejas mais importantes da Itália e do estrangeiro.
O Colégio Cardinalício foi instituído em
sua forma atual em 1150. Desde então, os cardeais têm sido os únicos
eleitores do Papa a quem elegem em conclave, seguindo as últimas
orientações da constituição apostólica de João Paulo II, a "Universi
Dominici gregis", de 22 de fevereiro de 1996.
O número de cardeais variou até quase
fins do século 16 e seguiu crescendo ao ritmo dos sucessivos
desenvolvimentos dos assuntos da Igreja, mas sua internacionalização
ficou acentuada nas últimas quatro décadas.
Paulo VI estendeu Colégio Cardinalício para incluir aos patriarcas orientais e fixou seu número em 120 membros.
Como conselheiros do Papa, os cardeais
atuam colegialmente com ele através dos consistórios, que o Romano
Pontífice convoca e se desenvolvem sob sua presidência. Os Consistórios
podem ser ordinários ou extraordinários.
Significado da palavra cardeal
A
função de um cardeal é assistir o Papa em suas diversas competências. Os
cardeais, agrupados no Colégio dos Cardeais, são também chamados de
purpurados, pela cor vermelho-carmesim da sua indumentária. A etimologia
do termo cardeal encontra-se no latim cardo/cardinis, em português
gonzo ou eixo, algo que gira, neste caso em torno do Papa.
ArqRio
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