Intitulado Programa de Desenvolvimento
Acadêmico Abdias do Nascimento, o objetivo é ajudar essas populações a
ingressarem na pós-graduação. Dentro do programa devem constar bolsas de
intercâmbio acadêmico, apoio para o aprendizado de língua estrangeira e
aulas complementares durante a graduação.
“Queremos mudar o cenário da
pós-graduação no Brasil para garantir equidade racial”, afirmou Macaé
Evaristo, da Secadi (Secretaria de Educação Continuada, Alfabetização,
Diversidade e Inclusão) do MEC. “É preciso fazer uma política afirmativa
para que esses estudantes possam acessar a pós.”
“O programa de fomento para estudantes
negros e indígenas à pós-graduação pretende que esses alunos possam
chegar a ser professores negros e indígenas nessas universidades”, disse
Macaé, que está presente ao Fórum de Alunos Cotistas. “Democratizar a
educação é democratizar também o corpo docente.”
1 ano da lei de cotas
Em 2013, as universidades federais
incluíram 46.138 (32.5%) estudantes por meio da Lei de Cotas. Do total
de ingressantes, 17,8% são pretos, pardos ou indígenas. Mais de 27.500
dos alunos que entraram por meio da Lei de Cotas tem renda menor que 1,5
salários mínimos.
Para garantir a permanência desses
cotistas, o MEC criou uma bolsa que atende alunos com renda de até 1,5
salários mínimos em cursos com carga horária de mais de 5 horas. São
auxílios de R$ 400 e, segundo estudos do ministério, até o final do ano
terão sido distribuídas 4 mil bolsas de permanência.
Outras 2 mil bolsas específicas para
indígenas e quilombolas também terão sido distribuídas. Os auxílios a
esse grupo é de R$ 900 mensais.
Para Macaé Evaristo, a diferença entre a
demanda (número de alunos carentes) e auxílios concedidos pelo MEC pode
ser suprida por bolsas concedidas pelas universidades. “Temos o Pnaes
[Plano Nacional de Assistência Estudantil] , que é um dinheiro para
auxílio moradia, alimentação e bolsas”, explicou a secretária.
UOL com Portalmidia.net
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