O município de Algodão de Jandaíra, localizado no curimataú ocidental e distante 152 Km de João Pessoa, está sediando desde a ultima quinta feira (14) e se estenderá até este domingo (17) um dos mais importantes eventos de escaladas do país, trata-se do XII Encontro de Escaladores do Nordeste (EENe). Para o sucesso do encontro a prefeitura disponibilizou uma grande estrutura, incluindo hospedagem, equipe de profissionais de saúde, transportes e guias.
Participantes
de vários estados brasileiros, incluindo uma equipe do Rio de Janeiro,
vieram prestigiar a festividade organizada pela Associação de
Montanhismo Paraibano com o apoio da prefeitura municipal.
O clima do semi árido,
aliado as formações rochosas, mostram o potencial do município para o
turismo de eventos. Segundo o prefeito Humberto dos Santos, a cidade
sente-se honrada em receber tantos visitantes para um acontecimento
impar e que está contribuindo para inserir o município na rota de
grandes eventos do nordeste

Realizado anualmente, a
cada edição em um estado nordestino, o EENe é hoje o fator mais
importante para o desenvolvimento da escalada em rocha na região,
atraindo escaladores não apenas do nordeste, mas de todo o Brasil e do
exterior para conhecerem o potencial esportivo das cidades que sediam o
evento.
Foi criado, a princípio,
com o intuito de aproximar os escaladores nordestinos, para que pudessem
se confraternizar e trocarem experiências. As primeiras edições tiveram
um caráter informal, já que naquela época a divulgação do evento era
feita no boca a boca. O primeiro Encontro foi organizado em 1999, no,
hoje, Parque Estadual da Pedra da Boca, na cidade de Araruna, Paraíba.
PEDRA DO CABOCLO:
A Pedra dos Caboclos ou Gruta dos Caboclos – Localiza-se a uma
distância de 4 Km da cidade, na Serra do Algodão, deste lugar vê-se uma
beleza impar da paisagem do município. Conta-se que, nesse lugar, por
volta do século XVIII, um grupo de índios perseguidos por ferozes
capitães do mato, o se refugiarem na gruta os indígenas ficaram
encurralados. Não permitiram que os seus perseguidores entrassem no
local, travaram uma luta desesperada com eles mesmos, pois permaneceram
lá sem aguaram e comida durante uma semana, depois foram morrendo
lentamente. Aqueles que se desesperavam e ousavam tentar escapar da sede
e da morte, foram abatidos a tiros na entrada da gruta, onde existe uma
furna com paredões de aproximadamente 80 metros de altura. Esse
episódio originou o nome Gruta dos Caboclos. Um fato curioso relatado em
entrevista a Maria Lucia Lucena Cavalcante, que escreveu uma monografia
a respeito de Algodão de Jandaíra no ano de 2005, o Senhor Aprígio
Manoel, relatou que por volta do ano de 1927, quando ainda jovem,
reuniu-se com uma turma de quatro amigos e adentraram na Gruta dos Caboclos e se depararam com quarenta e duas ossadas humanas. Estas apresentavam características de pessoas de pouca idade, provavelmente eram restos dos indígenas sacrificados pelos capitães do mato a mando dos colonizadores na luta pelas terras. Encontraram também um cachimbo, um chicote e roupas tecidas a fio de caruá, uma planta nativa dessa região.
PEDRA DA LETRA: Na Pedra da Letra podemos encontrar vestígios rupestres, acredita-se que nesse local teria sido o alojamento urbanizado dos nativos da região. Está a 7 Km da cidade no leito do Rio Curimataú.
PEDRA FURADA: A Pedra Furada está localizada a 7 km distância do perímetro urbano, em direção a Serra de Cima. Apresenta duas cavidades frontais, que muito lembram uma caveira (ver foto). Ao redor da Pedra Furada existem vestígios de antigas civilizações, diversas inscrições rupestres comprovam a existem de comunidades nativas em torno dessa formação rochosa.
TANQUE DA SERRA: Com a frequente estiagem que assolava a região, a comunidade aproveitou um lajedo para transformá-lo num reservatório de água, porém é de uma beleza rara e deslumbrante. Fica situada em cima da Serra do Algodão bem perto da Pedra Furada.
PEDRA DO POÇO: A história dessa pedra é pouca conhecida, está localizada no Sitio Jandaíra, praticamente no meio do rio, no lado oeste pode-se notar registros rupestres de antigas civilizações, de tamanhos bem significativos. Antigamente foi construído um grande açude ao seu redor, porém foi destruído por uma grande chuva no passado.
SERROTE DA ACAUÃ:
Essa formação rochosa ainda desconhecida da população algodoense,
localiza-se a aproximadamente 6 Km da cidade. Está fixada no Sitio
Jandaíra, e no seu livro “MEMÓRIAS: ANTES QUE ME ESQUEÇA”, José Américo
o cita o lugar como cenário de uma de suas aventuras de infância .
RELATO DE JOSÉ AMÉRICO DE ALMEIDA A RESPEITO DO SERROTE DO ACAUÃ “Era
fantástico o Serrote da Acauã, ninho da ave que lhe dava o nome.
Ninguém se atrevia a ir lá. Ninguém pisava esse chão. O lugar era temido
pela sua população criminosa, uma espécie de serpentário. Dei, enfim,
com uma entrada. No ventre escuro jazia uma vida sonolenta que nunca foi
revelada. Era uma furna! A bocarra escura e desdentada começava a
devorar-me. Uma goela negra escancarava-se. Uma pequena caverna. Gritou a
Acauã a repetir seu nome com uma voz chorosa e feia.” ( José Américo de Almeida- Memórias, Antes que me esqueça- 1976)
Como está relatado nesse trecho do livro de José Américo de Almeida,
até hoje escuta-se o canto da Acauã, o Serrote possui uma pequena
caverna que abriga mamíferos, répteis e insetos, seus moradores mais
ilustres são: lagartixas, cobras, abelhas, preás, mocós , etc.
informações e fotos do EENe.

