Médicos plantonistas alegam que estão sem receber os salários desde o mês de julho
Quarenta e sete médicos plantonistas do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) de Campina Grande ameaçam paralisar as atividades, a partir desta quinta-feira (03). Eles alegam que estão sem receber os salários desde o mês de julho. Se a greve acontecer, cerca de três mil atendimentos mensais deixarão de ser feitos na cidade. Os atendimentos também podem ser prejudicados nas 55 cidades do compartimento da Borborema, que são reguladas pelo Samu de Campina Grande. Na Unidade de Pronto Atendimento (UPA), pelo menos 40 médicos também ameaçam paralisar os serviços. A secretaria de saúde alega que o atraso aconteceu porque a verba para o pagamento ainda não foi liberada e assegurou que irá utilizar recursos do Fundo de Participação dos Municípios (FPM) para pagar a categoria.
De acordo com presidente do Sindicato dos Trabalhadores Públicos municipais do Agreste da Borborema (Sintab), Napoleão Maracajá, os médicos estabeleceram um prazo de 72 horas para que a Prefeitura regularize os salários, que segundo a categoria, estão atrasados desde o mês de julho. “Os médicos estão sem receber desde julho e por isso, decidiram ameaçar começar uma greve para que a prefeitura pague. Eles vão aguardar até amanhã por uma resposta e se nada for resolvido, iniciarão a greve por tempo indeterminado”, afirmou o presidente.
A secretaria de saúde Lucia Derks disse que o atraso é de apenas um mês e que teria sido provocado por conta das mudanças dos contratos firmados junto ao Ministério da Saúde e que por isso a verba federal ainda não foi liberada. A solução segundo a secretaria seria a utilização de recursos do FPM. “O município assegura que fará o pagamento até a próxima sexta-feira”, disse. Na UPA, os profissionais também confirmaram que pretendem iniciar a greve por conta dos salários atrasados. Ao todo, são mais de 40 médicos, de especialidades como ortopedia, pediatria, clinica geral e bucomaxilo. Caso eles parem os serviços mais de 450 atendimentos deixarão de ser feitos por dia.
Portal Correio
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