O município de Cocal fica no interior do estado do
Piauí e não tem saneamento básico. É nesta cidade que os cubanos Osmayki
e Ariana começaram a trabalhar esta semana.
Os cubanos que vieram ao país vão atuar em municípios que não foram escolhidos por profissionais brasileiros. Na primeira etapa do programa “Mais Médicos”, o Piauí foi o estado com o maior número de cidades rejeitadas.
O município de Cocal fica no interior do estado e não tem, sequer, saneamento básico. É nesta cidade que os cubanos Osmayki e Ariana começaram a trabalhar esta semana.
Eles passaram por um treinamento e os moradores também receberam orientações. Esse vai ser o maior desafio a partir de agora: tanto para os profissionais que ainda não falam tão bem a nossa língua quanto para essa gente simples do interior do Piauí que se expressa de uma forma bem peculiar.
“Quando ele chega dizendo: doutora eu tô com uma dor na caminheira, aí a gente diz pra doutora; é uma dor na clavícula que ele tá sentindo". “Doutora, eu tô com uma dor no pé do bucho”, quer dizer “doutor é uma dor abdominal".
No primeiro dia de trabalho de Ariana, o posto de saúde ficou lotado. “Se ficar vindo direto com o tempo a gente dá um jeito de aprender a fala dela e ela aprende a nossa", diz Iracema Rodrigues, dona de casa.
"Eu fico muito feliz em ajudar as pessoas carentes e melhorar os indicadores de saúde e da população", afirma Ariana Mallea, médica cubana.
Já a estreia do médico cubano Oasmayki foi numa escola. Os alunos foram dispensados. E a sala de aula se transformou num consultório.
G1
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