João Bosco inscreveu-se no Programa do Governo Federal ‘Mais Médicos’, que foi instituído como Medida Provisória 621 de 08 de julho de 2013 e tem como objetivo principal diminuir as carências da saúde nos municípios com faixas de extrema pobreza. Segundo João sua inscrição foi motivada pelo desejo de poder atuar em Araruna: “Eu como filho da terra, me inscrevi desde que o programa abriu, alvejando que, quando selecionado, eu pudesse ser escolhido para atuar em Araruna. Trabalhar em minha terra e aqui poder ajudar o povo com minha experiência profissional, pois modéstia parte tenho um currículo muito bom.”
Os responsáveis pela inscrição do município de Araruna na 1º etapa do Programa, não obtiveram sucesso, pois a solicitação foi efetuada depois do período limite estabelecido, mesmo este, tendo sido amplamente divulgado pela mídia. Bosco foi categórico e pra não chamar de incompetência, resumiu a atitude da gestão em uma palavra “desleixo”.
Na segunda etapa, a inscrição foi concluída e Araruna foi selecionada. O médico escolhido para atuar no município foi justamente Dr. Bosco Teixeira, entretanto antes do mesmo se apresentar no município, ele revelou que recebeu uma ligação de uma funcionária da secretaria de saúde, que se apresentou como Maristela, e avisou-lhe da desistência do município ao Programa. Bosco replicou-a, dizendo que essa informação deveria ser dada ao Ministério da Saúde e não a ele diretamente, pois é de lá que as designações saem. “Eu não procurei saber os motivos da desistência, por que, quem tem que explicar isso à população é ela, a prefeita, ou a secretária de saúde. Elas têm que dizer o porquê de não quererem um programa onde o Governo Federal manda e custeia os médicos para os municípios” disse veementemente.
Poucos dias depois, o médico recebeu um e-mail da coordenação do Programa informando-lhe da desistência, todavia os motivos continuaram sem esclarecimento no e-mail. Para o médico foi uma atitude muito esquisita, pois na situação de carência de saúde que se encontra a maioria dos municípios brasileiros, a gestão de executivo ararunense foi a única à rejeitar profissionais que serão custeados pelo Governo Federal.
Após este imbróglio a divulgação do fato pela mídia foi inevitável (Clique Aqui e veja a matéria), entretanto a secretária do município procurou a direção de um outro portal da cidade e tentou explicar o acontecido, como se pode ver:
Contudo, na entrevista concedida hoje, o médico desmentiu as desculpas da secretária, pois o mesmo é funcionário aposentado do Hospital Universitário (HU) e tem um plantão de 6h por semana na UNIMED. “Ela realmente mentiu, essa informação que ela passou é mentirosa, por que eu sou aposentado da UFPB desde 2004, eu realmente era médico do HU e fui professor de cardiologia. Tenho atividade profissional? Tenho, presto serviço na prefeitura de Itabaiana a cada 15 dias como cardiologista, dou um plantão de seis horas a cada semana no hospital da UNIMED. Faço isso por que não sou um desocupado tenho que trabalhar, mas isso não me impediria de trabalhar em Araruna, pois se necessário abandonaria os outros vínculos. A prefeita por decisão dela, acabou prejudicando os munícipes, por não querer a minha presença aqui. As reais razões disso ela que tem que explicar, pois a minha carga horária estava perfeitamente livre.”
Bosco também declarou que não tem conhecimento dessa não vontade da prefeita de tê-lo como médico na cidade por questões politico-familiares. Ele declarou que do ponto de vista político não vê obstáculo, pois pertence a mesma facção política da prefeita, tendo sido, inclusive, militante da campanha dela em Araruna e de Zé Maranhão em João Pessoa.
Tais declarações do médico acentuam ainda mais as especulações em torno da desistência do programa ter sido motivada pela atual rixa familiar entre Benjamim, filho da prefeita, e seu tio Zé Maranhão pleiteando uma possível vaga na Câmara Federal, pois há existência de outros motivos visíveis. Araruna corre o risco de ficar fora de vez do Programa, questões familiares ou não, a única coisa que esta estampada é: só quem saiu perdendo foi a população ararunense.
Fonte: Araruna
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