NOVIDADE: Lançado dicionário com ‘nordestinês’ para ajudar médicos cubanos;‘Tá com a peste’ é exemplo
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Para ajudar os médicos estrangeiros na compreensão das
expressões mais tradicionais de Pernambuco, o pesquisador e historiador
recifense Adriano Marcena distribuiu 40 exemplares de seu livro “Dicionário
Escolar da Diversidade Cultural Pernambucana”, lançado por produção própria no
ano passado. Ele entregou as edições nesta sexta-feira (6), durante o evento de
encerramento da semana do curso preparatório do programa Mais Médicos, no
campus da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) em Vitória de Santo Antão,
na Mata Sul (?) do estado.
O historiador contou que a intenção de distribuir o livro
é tornar familiar aos estrangeiros algumas falas típicas e ajudar na
compreensão na hora de ouvir a população do interior e das periferias das
grandes cidades. Muitos dos verbetes do dicionário, inclusive, têm relação com
medicina. “Nossas expressões populares têm muito a ver com a saúde, como ‘tá
com a peste’, ‘tá com a gota’, ‘tá com a bexiga’ (varíola) ou ‘infeliz das
costas ocas’ (tuberculose), ‘febre do rato’ (leptospirose)”, disse ele,
exemplificando alguns dos tópicos relacionados no livro. “São expressões
antigas, do tempo em que foram consolidadas. É um livro que vai servir de
consulta”, completou.
O livro, de 400 páginas, é uma reedição do seu primeiro
volume, lançado em 2012, “Dicionário da Diversidade Cultural Pernambucana”.
Esta publicação tem mais de mil páginas e conta com 15 mil verbetes. A ideia da
versão didática surgiu quando Adriano era professor. “Na época do fim de ano,
eu via alunos e professores muito confusos na hora de dizer o que era maracatu,
o que era caboclo, entre outras coisas da nossa cultura. Senti a necessidade de
fazer um dicionário para que os pequenos aprendessem”, disse ele. Esta edição,
com cerca de 400 páginas, foi a distribuída aos cubanos nesta sexta.
“É para contribuir de certa forma com o projeto”, disse
Adriano. “Todo mundo que chega no Brasil merece nossa atenção. E também serve
para diminuir esse preconceito com o programa”, ele disse.
G1

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