É que mesmo o ‘mestre de obras’ tendo dado declarações de que não trabalhava com a tese de disputar nem a chapa majoritária e tampouco a chapa proporcional, agora o ex-governador muda de ideia e já admite voltar à Câmara dos Deputados. A jogada de José Maranhão, todavia, tira de cena, nada mais nada menos que seu sobrinho, Benjamim Maranhão, que é atual deputado federal e virtual candidato à reeleição ao posto.
Maranhão teria inclusive sugerido a Benjamim que ele declinasse do parlamento federal para postular o parlamento estadual, provocando assim a desistência da disputa pela reeleição da deputada Olenka Maranhão, envolvendo o partido em um verdadeiro caso de família.
Diante do impasse, nem Benjamim estaria disposto a abrir espaço para o tio disputar o mandato de deputado federal, nem tampouco confortável em sugerir que a irmã, Olenka Maranhão, desista de disputar a reeleição.
Pelo sim e pelo não, para não ficar sem legenda no próximo pleito, o sobrinho de José Maranhão, que não tinha plano B, agora corre contra o tempo para desembarcar em uma nova sigla.
A disputa de 2014 deve colocar tio e sobrinho, frente a frente, disputando as mesmas bases eleitorais.
EFEITO DOMINÓ
O dilema enfrentado por Benjamim Maranhão coloca outro deputado federal também na berlinda. Trata-se do deputado Wilson Filho que, desde que o pai deixou o PMDB, vem enfrentando um verdadeiro processo de fritura no âmbito partidário. O parlamentar não é convidado para nenhuma reunião do partido e sequer foi convocado para gravar as inserções nos guias eleitorais partidários.
Assim como Benjamim, Wilson Filho deve ser forçado a mudar de partido até o dia 30 de setembro, para garantir a legenda na disputa pela reeleição em 2014. O PMDB, em vez de ter dois deputados com mandato, a partir de outubro deve trocar esse ‘trunfo’ pela expectativa de vitória de José Maranhão no pleito do ano que vem.
Atualmente o PMDB da Paraíba tem a maior bancada na Câmara Federal, com cinco deputados (Wilson Filho, Benjamim Maranhoa, Nilda Gondim, Hugo Mota e Manoel Júnior).
Márcia Dias
PB Agora
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