"Protestos podem voltar mais fortes e incontroláveis", afirma sociólogo
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| Boaventura de Sousa Santos. Imagem: 3/0/DW |
Boaventura de
Sousa Santos, sociólogo, afirma que os recentes protestos no Brasil
decorrem de crise de representatividade da classe política, tanto em
suas coligações partidárias, quanto na submissão ao capital financeiro.
Ademais,
ocorreria a insatisfação de uma classe média expandida, a qual seria
mais exigente, sobretudo no que toca aos serviços públicos. Para o
mesmo, apenas uma reforma política profunda poderia evitar que o povo
retornasse às ruas. Em entrevista à DW Brasil, afirmou que a insatisfação popular atinge sobretudo jovens.
Para Santos, caso o Governo não dê uma resposta rápida às reivindicações, os protestos podem voltar com mais intensidade e de forma mais incontrolável. O sociólogo é autor de obras sobre democracia participativa, emancipação social e direitos coletivo.
De acordo com ele, o Congresso está "divorciado das prioridades dos
cidadãos". “Há medidas de emergência que têm de ser tomadas, mas nada
disso é possível se não houver uma reforma política profunda. Neste
momento todo o sistema político tende a perverter e a inverter as suas
prioridades”, afirmou.
O sociólogo português não citou problemas como a insatisfação relativa à
corrupção disseminada e à impunidade, comumente citadas como elos das
reivindicação relativas a serviços públicos e aversão à desigualdade
social.
Fonte:Folha Política.org

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