Mesmo com cancelamento, alta da tarifa de ônibus teve maior impacto na inflação
A alta das tarifas de ônibus em junho, apesar de ter sido cancelada em diversas cidades do país posteriormente, teve o maior peso na variação do IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo) dentre os itens que compõem o índice.
Os gastos com tarifas dos ônibus urbanos aumentaram 2,61% em junho e tiveram impacto de 0,07 ponto percentual no IPCA, ante deflação de 0,02% em maio.
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Os dados foram divulgados nesta sexta-feira (5) pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).
Segundo Eulina Nunes dos Santos, coordenadora de índices de preços do IBGE, a variação do IPCA, que ficou em 0,26% em junho, teria sido de 0,19% sem o impacto do reajuste das tarifas de ônibus.
Alguns governos, como de São Paulo e do Rio, revogaram o aumento do transporte público após uma onda de protesto no país contra a alta.
Na capital paulista, o aumento das passagens ficou em vigor entre os dias 2 e 20 de junho, com variação de 4,67% --o reajuste ficou em 6,75%.
Já na capital fluminense, o aumento de 7,2% valeu entre os dias 1 e 20, quando também voltou ao preço anterior. Em Goiânia, o aumento de 11% também foi cancelado --vigorando entre 22 de maio e 13 de junho.
No grupo não alimentícios, também houve pressão das passagens aéreas (de -3,43% em maio para 6,71% em junho) e das tarifas de ônibus intermunicipais (de -0,01% para 1,03%).
Fonte:Folha de S.Paulo
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