Dengue: 5ª morte é confirmada e SES já registra 52 casos graves da doença este ano
O óbito ocorreu no município do Conde, Litoral Sul da Paraíba
Os óbitos confirmados foram nos municípios de João Pessoa, Arara, Salgado de São Félix, Pitimbu e Conde. A dengue com complicação causou quatro deles e o quinto foi por dengue hemorrágica. Nove mortes continuam em investigação, em João Pessoa (2 óbitos), Campina Grande (1), Alagoa Grande (1), Santa Rita(1), Mari(1), Areia (1), Conde(1) e Santa Cruz (1).
Controle
Apesar do aumento no último mês, a SES considera a dengue no Estado sob controle, quando compara com dados do ano passado. Foi verificada redução de 6,86% nas notificações no período de 1º de janeiro a 31 de maio deste ano, em relação ao mesmo período no ano passado. Nestes primeiros cinco meses, foram notificados 5.955 casos suspeitos da doença, já no ano passado foram 6.394.
De 10 a 14 de junho, as equipes técnicas da SES e das GRS dos municípios de Princesa Isabel, Sousa e Campina Grande estarão desenvolvendo um planejamento estratégico para atualização dos fluxos laboratoriais, assistências para os casos graves e trabalhos das áreas epidemiológica, ambiental e sistema de informação.
Sorotipo 4 não é o mais grave
A Secretaria de Estado da Saúde confirmou oficialmente, no mês passado, o isolamento do sorotipo 4 em Cajazeiras e João Pessoa. Apesar disso, acredita-se que o vírus circula por todo o Estado, desde o ano passado. Assim, toda a população paraibana está susceptível à infecção da dengue, podendo pegar até quatro vezes a doença. Ao contrário do que se pensa, porém, o tipo 4 não é o mais grave. O infectologista Artur Timerman, organizador do livro Dengue no Brasil – Doença Urbana, explicou que, a cada infecção, as chances de evoluir para um caso grave aumentam 40 vezes, mas é possível ter um quadro hemorrágico na primeira infecção, principalmente com o sorotipo 2, cuja resposta infecciosa é mais intensa na primeira infecção.
O infectologista explicou que qualquer sorotipo da dengue pode evoluir para um caso grave na primeira infecção do vírus, porém o que oferece mais chances é o tipo 2, seguido pelos tipos 3, 4 e 1. Mas, estas chances crescem até 40 vezes no caso de uma segunda infecção de qualquer outro sorotipo.
“Por observação, as pesquisas mostram que as chances variam de 10 a 25% de ter as formas graves da doença pelo sorotipo 2. Uma pessoa que é infectada fica protegida por até um ano dos outros sorotipos. Depois desse período, a pessoa perde essa proteção e fica imunizada por toda a vida apenas por aquele sorotipo que a infectou”, explanou.
Sem sintomas
O infectologista Artur Timerman ainda disse que existe uma proporção de casos de pessoas que têm a infecção subclínica, ou seja, são expostos à picada infectante do mosquito Aedes aegypti, mas não apresentam a doença clinicamente o que ocorre com 20 a 50% das pessoas infectadas. “É importante lembrar que muitas vezes a pessoa não sabe se já teve dengue por duas razões: uma é que pode ter tido a infecção subclínica (sem sinais e sem sintomas), e outra é pelo fato da facilidade com que o dengue, principalmente nas formas brandas, pode confundir-se com outras viroses febris agudas”.
Fonte: Portal Correio
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