PICUÍ-PB: Operação apreende 717 kg de explosivos que poderiam ser usados em assaltos a bancos
Além
das apreensões, foram fechadas três pedreiras; o trabalho das
autoridades percorreu 23 cidades da Paraíba e do Rio Grande do Norte.
Durante
entrevista coletiva realizada na tarde desta quinta-feira (23) no 31º
Batalhão de Infantaria Motorizada de Campina Grande, no bairro da
Palmeira, as autoridades apresentaram o balanço da Operação Pedreira I,
que investiga a procedência de explosivos que podem ter fabricação
irregular e seriam utilizados na detonação de agências bancárias em
assaltos.
De acordo com
os dados divulgados à imprensa, foram apreendidos 717 kg de explosivos e
fechadas três pedreiras que apresentavam várias irregularidades no
funcionamento e na documentação.
Agora, será
instaurado um inquérito que vai investigar se os explosivos apreendidos
têm relação com as explosões registradas em assaltos a agências
bancárias.
A Operação
Pedreira foi revelada na última quarta-feira (22) e percorreu 14 cidades
paraibanas e 7 municípios do Rio Grande do Norte.
Na Paraíba, as
investigações passaram por Cajazeiras, Casserengue, Campina Grande,
Gurinhém, Igaracy, João Pessoa, Junco do Seridó, Patos, Pedras de Fogo, Picuí,
Pocinhos, Pombal, Santa Luzia e São José de Pinharas; no estado
vizinho, o trabalho das autoridades se concentraram em Caicó, Carnaúba
dos Dantas, Itajá, Ouro Branco, Parelhas, Santana do Seridó e São Tomé.
119 pessoas
participaram dessa operação, entre membros do Exército, da Polícia
Federal, Polícia Rodoviária Federal e prefeituras.
Durante a
coletiva, também foi revelado que o mesmo trabalho investigativo vai
continuar com a denominação de Operação Pedreira II, porém, a atuação
será voltada apenas para cidades pernambucanas.
Uma mega
operação envolvendo 19 equipes com integrantes do Exército Brasileiro,
da Polícia Rodoviária Federal, Polícia Militar, Corpo de Bombeiros e
Polícia Civil, foi revelada na manhã dessa quarta-feira (22), nos
estados da Paraíba e Rio Grande do Norte para coibir a venda clandestina
de explosivos nos dois estados.
Na madrugada
dessa quarta, uma agência bancária de Juazerinho e um posto de
atendimento do Banco do Brasil no bairro do Bessa, na capital paraibana,
foram explodidos.
A nota oficial
do exército confirmou que, no caso das explosões ao caixa eletrônico do
Banco do Brasil, no Bairro do Bessa em João Pessoa, e agência bancária
na cidade de Juazeirinho, ocorridas na madrugada dessa quarta, foi
verificada a existência de vestígios que possibilitem rastrear a origem
dos explosivos empregados nos crimes.
Denominada
'Operação Pedreira I', a ação, de acordo com assessoria de imprensa do
Exército Brasileiro, ocorreu em empresas autorizadas para o comércio de
fogos e correlatos.
As equipes
vistoriaram as regiões de garimpo do Seridó Paraibano e no interior do
Rio Grande do Norte. As autoridades policiais investigaram a origem dos
explosivos empregados nas ações criminosas contra agências bancárias.
Segundo a nota do exército, a Secretaria de Segurança Pública da Paraíba disponibilizou grande efetivo na ação policial.
A operação envolve 11 organizações militares, que compõem a Rede Regional de Fiscalização de Produtos Controlados.
Na cidade de
Juazeirinho, agência do Banco Brasil foi explodida por volta das 3h.
Dois homens teriam chegado ao local, observado o movimento e avisado a
outros bandidos o melhor momento para o ataque. Eles teriam usado
bananas de dinamite na explosão. Na fuga, eles efetuaram tiros para o
alto.
A Polícia Militar foi acionada e compareceu cerca de 30 minutos depois, conforme informaram os moradores.
Juazeirinho
fica na região do Seridó paraibano, a 209 quilômetros de João Pessoa,
capital do Estado, e a 84 quilômetros de Campina Grande, que é a segunda
maior cidade da Paraíba. Segundo o IBGE, a população do município de
Juazeirinho é pouco mais de 17 mil habitantes.
Em João Pessoa,
o crime ocorreu no posto de atendimento localizado no Bessa Shopping,
por volta das 2h00 desta quarta. Os moradores do bairro da orla marítima
da capital foram acordados com o barulho da explosão. Cinco homens
teriam chegado ao local em um veículo da marca Corola, de cor prata, e
montaram a carga de explosivos. Com o estouro, a estrutura do local
ficou comprometida. Os bandiddos fugiram e deixam cédulas espalhadas
pelo chão.
Nos dois crimes, ninguém foi preso.
Segundo
levantamento feito pelo Sindicato dos Estabelecimentos Bancários na
Paraíba, só em 2013 já são 58 ações criminosas registradas nas agências
do estado; dentre elas, 17 explosões, 18 arrombamentos, nove assaltos,
11 tentativas de assaltos, arrombamentos ou explosões e três denominadas
como “saidinha de banco”.
No dia 1º de
maio deste ano, terminais eletrônicos de duas agências do Banco do
Brasil e um caixa do Bradesco foram explodidos na madrugada em três
cidades no interior do Rio Grande do Norte (RN). Segundo a Polícia
Militar, os ataques aconteceram simultaneamente, por volta das 2h, nas
cidades de Angicos e Afonso Bezerra, na região central daquele Estado, e
Almino Afonso, no Oeste potiguar.
Fonte:Portal Correio

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