Com passado sub judice e presente eivado de denúncias, prefeito de Sousa tem futuro político comprometido
É que de acordo com publicação no site do Tribunal Regional Federal da
5ª Região em Recife, o famoso processo da operação denominada carta
marcada que envolve o ex vice-prefeito e atual chefe do executivo
municipal, André Avelino de Paiva Gadelha Neto, entre outros, já tem
nova data para julgamento da tão badalada operação desencadeada pela
Policia Federal na Cidade de Sousa, que condenou em primeira instancia,
várias pessoas acusadas de crimes contra a administração publica
municipal.
Nela, mais de R$ 4 milhões de reais teriam sido desviados da Prefeitura, segundo sentença do juiz da 8ª vara federal de Sousa.
O novo julgamento da Carta Marcada, estar previsto para o dia 21 de maio
de 2013, a partir das 14 horas, conforme decisão da 4ª turma do
referido tribunal.
André Gadelha e seu ex-vice são acusados de praticar ato de improbidade
administrativa. A ação é movida pelo Ministério Público Federal.
Na ação, o MPF/PB pede a condenação dos réus nas sanções previstas no
artigo 12, inciso I, da Lei n° 8.429/92 (Lei de Improbidade
Administrativa), quais sejam: ressarcimento integral do dano, perda dos
bens, ou valores, acrescidos ilicitamente ao patrimônio; perda da função
pública;
suspensão dos direitos políticos de cinco a oito anos; pagamento de
multa civil de até duas vezes o valor do dano; e proibição de contratar
com o poder público ou receber benefícios ou incentivos fiscais ou
creditícios, direta ou indiretamente, ainda que por intermédio de pessoa
jurídica da qual seja sócio majoritário, pelo prazo de cinco anos.
Solicita-se ainda a condenação subsidiária com base no inciso II do
citado artigo ou fundamentada no inciso III da mesma lei.
Caso haja o julgamento, o atual prefeito terá que reverter à decisão,
caso contrário terá o futuro comprometido, pois poderá perder a vaga de
chefe do executivo para o atual vice-prefeito, o medico José Célio de
Figueiredo, ex-secretário de saúde do Governo André Gadelha.
Com uma decisão negativa e diante da nova Lei da Ficha Limpa, o
peemedebista, caso condenado, ficará oito anos com os direitos políticos
cassados.
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companheiro de chapa
MAIS DENÚNCIAS
Tendo que lidar com os escândalos do passado, o prefeito de Sousa também
tenta driblar as denúncias do presente. Nessa semana os vereadores da
bancada de Oposição no município acusaram o prefeito de Sousa de gastar
R$ 1,5 mi em veículos.
As denúncias partiram dos vereadores Diógenes Ferreira (PCdoB) e
Sargento Zenias (PTB). Eles também revelaram que, em quase cinco meses
de gestão, o prefeito André Gadelha ainda não encaminhou à Câmara nenhum balancete prestando contas das ações do Poder Executivo.
O vereador Diógenes Ferreira disse, ainda, que é “alarmante” o número de
veículos locados na gestão de André Gadelha. “Gosto muito de escutar a
população e eu vi que tem um problema muito grande na cidade de Sousa.
Nesses quatro, cinco meses de governo, é alarmante o número de carros
locados nessa Prefeitura de Sousa. Se você for colocar por metro
quadrado, você treme de tanto carro”, disse o parlamentar comunista.
Diógenes Ferreira denunciou também que a maioria dos veículos apresenta
placas de outras cidades e até de outros estados. “Eu vi placas de Pau
dos Ferros, Cajazeiras, Pombal, tudo locado na prefeitura de Sousa.
Estou esperando até agora os balancetes que o prefeito nos 100 dias de
gestão prometeu enviar à Câmara Municipal na segunda-feira e até hoje
nada”, disse.
O vereador do PCdoB ainda manifestou preocupação com a instalação de
placas em alguns postos de saúde dos bairros de Sousa, sinalizando
investimentos superiores a R$ 90 mil nas estruturas que até o final do
ano passado já haviam sido reformadas pelo poder público municipal e
deverão passar por outra reforma na gestão Gadelha.
“Nós temos postos de saúde reformados ontem, assim posso dizer, e agora
tem uma placa de R$ 96 mil para outra reforma. Não estamos procurando
chifre em cabeça de cavalo não. Nós só queremos esclarecimentos e
acredito que nestes dias teremos pelo menos um balancete chegando nesta
casa”, declarou.
Já o vereador Sargento Zenias foi mais incisivo e apontou números com
relação ao esquema de locação de veículos e de contratação de
comissionados e prestadores de serviços nos quase cinco meses da gestão
Gadelha. “Eu verifiquei, entre o excesso de funcionários do município e
carros locados, R$ 1,5 milhão na administração que estão sendo jogados
pelo ralo...”.
Para o vereador, o volume de R$ 1,5 milhão gasto em locação de carros e
contratação de pessoal, daria para investir em obras nos bairros mais
pobres da periferia da cidade de Sousa. “Dava pra ser feito muito pelos
bairros pobres da cidade de Sousa, como o esgotamento sanitário dos
bairros Jardim Sorrilândia I e II. É muito dinheiro entrando pelo ralo. É
muito dinheiro. Mês a mês, R$ 1,5 milhão entre o excesso de
funcionários nas repartições do governo e o grande número de carros
locados são jogados pelo ralo”, disse.
O outro lado
O vereador Lafayete Gadelha (PT), líder do governo na Câmara Municipal
de Sousa, rebateu as acusações e disse que, pelo menos com relação à
questão dos balancetes, iria cobrar pessoalmente do prefeito André
Gadelha para que os documentos fossem encaminhados ao Poder Legislativo.
MAIS MOÍDO
Na tarde desta segunda-feira (13) o prefeito de Sousa foi alvo de novas
denúncias. Dessa vez foi o Secretário do PAC na Paraíba, Ricardo Barbosa
quem acusou o gestor de tentar impedir uma parceria do Governo do
Estado com a prefeitura de Sousa. Barbosa disse que Gadelha se recusou a
ceder um terreno para a realização de obras estaduais que iriam
beneficiar a terra dos Dinossauros. A denúncia foi feita no programa
Correio Debate, da 98 FM. Após a pressão, o prefeito André Gadelha
entrou no ar e, durante o programa, disse que iria repensar e sinalizou
que estava disposto a rever a decisão.
Fonte:PB Agora
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