Casserengue se une a Arara e Solânea e agora faz parte do grupo com alto risco da Dengue
Portal AraraFonte : Focando a Notícia com Secom-PB
Fonte: Portal Arara
De janeiro até 20 de abril deste ano, foram notificados 2.840 casos de
dengue, de acordo com dados da Secretaria de Estado da Saúde (SES).
Destes, 2.652 são de dengue clássica, 23 de dengue com complicações, 6
casos de febre hemorrágica da dengue, 2 de síndrome do choque da dengue e
157 casos já descartados.
Quanto ao número de óbitos, quatro foram confirmados (um em João Pessoa;
um em Arara; um em Salgado de São Félix e outro em Alhandra). Cinco
óbitos estão em investigação nos municípios de João Pessoa, Santa Rita,
Conde, Alagoa Grande e outro em Mari. Um óbito já foi descartado em João
Pessoa.
Ainda segundo dados da
SES, os municípios com alta taxa de incidência da dengue e que
apresentam risco de infestação, com o Índice de Infestação Predial (IIP)
maior que 3,9% são Conde, Jacaraú, Mataraca, Araçagi, Araruna, Belém,
Casserengue, Mulungu, Solânea, Areia, Serra Branca, Maturéia, São
Mamede, Nova Olinda e Sousa.
Os municípios que apresentam IIP entre 1% e 3,9%, ou seja, que
apresentam médio risco e estão e em alerta são Cabedelo, Itapororoca,
Alagoinha, Bananeiras, Cacimba de Dentro, Caiçara, Campo de Santana,
Cuitegi, Dona Inês, Duas Estradas, Guarabira, Lagoa de Dentro,
Pirpirituba, Riachão, Serra da Raiz, Sertãozinho, Campina Grande,
Taperoá, Sumé, Piancó, São João do Rio do Peixe, Marizópolis, Pombal,
Santa Cruz e São José da Lagoa Tapada.
Além desses, os municípios de Borborema, Logradouro, Pilões,
Pilõezinhos, Serraria, Montadas e Sossego apresentam o IIP menor que 1%,
ou seja, um estado satisfatório.
SES intensifica ações – De acordo com a gerente operacional de
Vigilância Epidemiológica da SES, Bernadete Moreira, a Secretaria está
desenvolvendo diversas ações no sentido de combater a dengue. “A
qualificação no Manejo Clínico da Dengue com Classificação de Risco está
sendo realizada nas quatro Macrorregiões do estado, para médicos e
enfermeiros da rede assistencial. Durante os meses de fevereiro e março,
tivemos mais de 500 profissionais qualificados e que estão repassando
essas informações nos municípios e nos demais espaços assistenciais”,
conta.
Ainda segundo Bernadete, nesta quarta-feira (24), será realizada mais
uma qualificação para 100 profissionais da Rede de Atenção Básica e
Hospitalar, UPAs e SAMU. Além dessas ações, a SES continua incentivando a
mobilização social, com ações como a realização de atividades
educativas nas escolas, universidades, ONGs, secretarias municipais,
igrejas, emissoras de rádio e TV, entre outros.
Em toda Paraíba, 150 municípios tiveram os profissionais treinados para
realizar o monitoramento do Levantamento Rápido de Índices doAedes aegypti (LIRAa)
e Sistema do Programa Nacional de Controle da Dengue das Gerências
Regionais de Saúde. Um novo treinamento foi realizado com a 5ª e 10ª
GRS. Além disso, os municípios de Itapororoca, Barra de Santa Rosa,
Damião, Cuité, Arara, Aroeiras, Pocinhos, Sousa e Santa Cruz já estão
realizando ciclos de fumacê.
Segundo a gerente executiva de Vigilância em Saúde da SES, Talita
Tavares, é importante alertar os municípios sobre a notificação dos
casos suspeitos de dengue. “Deve-se comunicar em até 24 horas a
notificação de casos suspeitos das formas graves de dengue ou óbitos à
Secretaria Estadual de Saúde e incluir no Sinan em até sete dias. Além
disso, é importante repassar, da forma mais ágil possível, os casos por
local de residência ou de infecção para subsidiar o direcionamento das
atividades de controle de vetor do município nas áreas de maior
ocorrência de casos. Óbitos suspeitos da doença devem ser investigados
imediatamente pela equipe composta por vigilância e assistência, usando o
protocolo de investigação padronizado pelo Ministério da Saúde, para a
confirmação ou descarte e identificação e correção dos fatores
determinantes”, disse.
Quanto à assistência, ela ressaltou que todas as pessoas com suspeita de
dengue devem ser acolhidas e atendidas, independentemente de pertencer
ou não à área de abrangência. Para que este atendimento seja feito de
forma adequada, todos os médicos e enfermeiros da unidade devem estar
capacitados para o manejo e classificação de risco e a unidade deve
seguir os fluxogramas de acolhimento da pessoa com suspeita de dengue.
“No que diz respeito à atenção básica, é importante acompanhar os
pacientes atendidos na própria unidade ou os pacientes do grupo I que
foram atendidos nos serviços hospitalares e contra-referenciados para as
Unidades Básicas através de visitas domiciliares diárias pelos
componentes da equipe de Saúde da Família até o sétimo dia após o início
dos sintomas”, observou.
Portal AraraFonte : Focando a Notícia com Secom-PB
Fonte: Portal Arara
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